As eleições presidenciais americanas de 2020 serão realizadas em 3 de novembro, e o resultado terá implicações mundiais nos próximos anos. O atual presidente, Donald Trump, busca a reeleição em meio a uma turbulência política e econômica sem precedentes. Seu oponente, Joe Biden, é um experiente político e ex-vice-presidente de Barack Obama, que promete unir o país e renovar a política americana.

Em um país com mais de 300 milhões de habitantes e múltiplas identidades raciais, étnicas, religiosas e ideológicas, a escolha do presidente é sempre um desafio para o eleitorado. Nesta eleição em particular, há alguns temas que dominam a agenda e influenciam a decisão dos votantes.

Entre eles, a pandemia do COVID-19 é o mais urgente e desafiador. Desde março, os EUA são o país com maior número de casos e mortes em todo o mundo, e a resposta do governo tem sido criticada por muitos especialistas e cidadãos. Trump minimizou a gravidade da doença e discordou dos cientistas, enquanto Biden defende um plano mais consistente de testes, rastreamento e isolamento social.

Outro tema é a economia, que entrou em recessão em fevereiro e ainda enfrenta altas taxas de desemprego e falências de empresas. Trump se orgulha de ter criado empregos e reduzido impostos para as empresas, além de prometer mais investimentos na infraestrutura e pesquisa. Biden, por sua vez, propõe aumentar os impostos para os mais ricos e grandes empresas, e investir em energia renovável, educação e saúde.

Além desses temas, há muitas outras questões que dividem os eleitores, como a imigração, as mudanças climáticas, a justiça racial, o controle de armas e a política externa. Trump é conhecido por sua retórica anti-imigrante e sua política de tolerância zero na fronteira com o México, além de sair do acordo de Paris sobre o clima e apoiar a indústria do petróleo e gás. Biden propõe uma reforma abrangente da imigração, um plano verde de transição energética, a igualdade racial e o fortalecimento da aliança com os democratas ocidentais.

Em termos de estratégia política, Trump e Biden têm abordagens opostas. O presidente usa as redes sociais e comícios para se comunicar diretamente com seus seguidores e atacar seus adversários, enquanto Biden faz campanha virtual e eventos menores, evitando conflitos pessoais. Trump argumenta que a mídia e a elite política o acusam injustamente e que sua base fiel o respalda, enquanto Biden apela aos eleitores moderados e indecisos que buscam um líder mais estável e solidário.

Independentemente do resultado, as eleições americanas de 2020 provavelmente terão um impacto significativo na política global e regional. A relação dos EUA com a China, a Rússia, a Europa e a América Latina será afetada pela escolha do próximo presidente, assim como o equilíbrio entre os poderes executivo, legislativo e judiciário dentro do país. Ainda há muitas incertezas e desafios a serem enfrentados nos próximos meses, mas a democracia americana é forte e resiliente o suficiente para superá-los. Seja qual for o resultado, cabe aos cidadãos continuar lutando por seus valores, seus direitos e seu futuro.