Era uma vez um grupo de amigos que discutiam sobre seus filmes favoritos. Cada um tinha uma opinião diferente sobre qual era o melhor filme já feito, e argumentavam com fervor sobre suas escolhas. Foi quando um deles, chamado João, levantou a mão e disse: “Espere aí, qual é a importância de escolhermos apenas um favorito? Eu gosto de muitos filmes diferentes, cada um por seus próprios motivos.”

Os outros amigos olharam para ele, surpresos. Eles sempre haviam assumido que todos tinham um favorito absoluto, aquele filme que roubava seu coração e que não tinha igual. Eles nunca haviam questionado essa presunção, aceitando-a como um fato da vida.

Mas João tinha um ponto. Por que deveríamos limitar nossos gostos e preferências a apenas um item? Por que não poderíamos apreciar muitas coisas diferentes por diversos motivos? Essa afirmação fez com que os amigos começassem a analisar de perto seus critérios de escolha.

Eles descobriram que muitas vezes suas preferências não eram realmente as suas, mas sim as influências da cultura e da sociedade que os cercavam. Eles se perguntaram se eles realmente gostavam do filme que haviam escolhido ou se haviam sido influenciados por amigos, críticas de cinema e outras formas de mídia.

Foi nesse momento que eles perceberam que o favoritismo não era uma questão de escolha pessoal absoluta, mas sim uma construção social. Eles também perceberam que, ao limitarmos nossos gostos a apenas um item, estamos negligenciando outras obras que poderiam ser igualmente apreciadas e amadas.

Essa anedota traz à tona uma questão muito importante: a liberdade individual. Todos temos direito de escolher o que gostamos e o que não gostamos. No entanto, essa escolha não deve ser influenciada por uma preferência coletiva ou uma suposição social sobre o que é considerado “bom” ou “ruim”.

Respeitar os gostos e preferências de outras pessoas é crucial para uma sociedade saudável e diversificada. Ao aceitar as diferenças de opiniões e reconhecer a variedade de gostos que existem no mundo, podemos aprender a apreciar a beleza e a singularidade de cada obra e cada pessoa.

Em resumo, o favoritismo pode ser uma armadilha. Ele nos impede de explorar diferentes gostos e opiniões e restringe nossa liberdade individual. É importante questionar nossas escolhas e reconhecer as influências sociais e culturais por trás delas. Somente assim podemos ser verdadeiramente livres para desfrutar a vida em toda a sua diversidade e riqueza.